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terça-feira, 29 de março de 2016

Brave hearts

Bom, para manter alguma regularidade nas publicações do blog, vou continuar postando sobre meu dia a dia (em inglês).

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Daily post

In the last post, I wrote about how the week was going bad, with a lot of bad news. Well, so I am officially promoting March as the bad news month!

There are a couple of things that are making me feel sad in the last days. One of the main things is the fact that I am having a lot of trouble to publish an article based on part of my master thesis and probably I will have to quit this specific quest. At least, I have another set of data that is more consistent and thus has more chance of being published. This may seem something quite stupid, but in my career, spreading the results of your work on scientific periodic is the main goal and it is very frustrating to not achieve it. Seems like my work is incomplete.

Well, I must admit that all these bad things happening put me down. But, today, when I was waiting for the electrochemistry class to start I realized that I also have a lot of good things happening in my life. I achieved a lot of things and gave a bunch of steps closer to my dreams. Then, giving in now would be really stupid.

So, when I arrived at home I decided to rethink, reorganize and update my plans. I also worked on my whiteboard that was forgotten in my bedroom. You can see a quotation I wrote in it:

(Sorry for not showing all the board. I also updated some information regarding my Ph.D project that I would not like to spread yet)
The quotation "Life is never kind. Kind hearts don't make a new story. Kind hearts don't grab any glory" is from a silly song that I used to listen when I was a teenager (the song is at the end of the text). At that time, I used to think that "kind" meant only goodness, but now I see this phrase in a completely different way. Living is not an easy task and it requires from us a lot of energy to escape from the flux and make things to happen in the manner and direction we wish. A peaceful (or kind) heart may not have the ability to change its own life..

Well maybe nobody can change its own destiny, but, at least, brave hearts can try.

As promised, here is the song:

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Post scriptum

Quinta-feira tenho duas provas. E, talvez, as vezes não seja bom ficar filosofando demais..

Até mais.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A busca


"Em algum momento antes de tudo, nossa alma se espatifa e se divide em vários pedaços, uns maiores, outros menores. Quando nascemos, quando somos levados ao mundo, esses pedaços, caprichosamente, se espalham por todos os lugares, se associando à essência de diversas coisas, inclusive objetivos, gostos, sentimentos, e, principalmente,  pessoas. A partir desse momento, a vida se torna uma grande aventura de busca por esses pedaços perdidos. E, aos poucos, conforme encontramos os pedaços de nossa alma, vamos nos tornando nós mesmos, completos e verdadeiros e, mais do que isso, descobrimos que as pessoas, a quais nos auxiliaram a compor nossa melodia neste mundo, são, por fim, nossas almas gêmeas."

Uma vez, há bastante tempo, estava discutindo com minha namorada sobre uma teoria de uma amiga em comum: nossa alma foi dividida em muitas partes e em nossas passagens pelo mundo buscamos completá-la, agregando à nossa vida cada aspecto que nos é caro, que contém uma parte dessa alma. Acho que essa é uma maneira bem interessante de pensar na vida. Quanto mais partes encontramos, mais completos estamos. O que será que acontece quando encontrarmos todos os pedacinhos?  

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Essa postagem estava programada para ser publicada em 27 de novembro de 2011. Acho que, no fundo, meu blog, e tudo que ele representa, é uma parte importante de mim. É bom reencontrar esse pedacinho da minha alma que estava, há tanto, esquecido em um canto empoeirado...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Cidadania dos Irracionais



Em um colégio estava acontecendo algo não muito surpreendente: uma aula de ciências na qual o professor explicava a seus sonolentos alunos o que são animais.
- Os animais que não tem nenhuma inteligência, ou seja, são irracionais, não podem fazer nada além de viver suas ignorantes e monótonas vidas na qual um come o outro para sobreviver até que seja comido por outro e mais outro.
Então um aluno que parece despertar pergunta ao seu professor:
- Então os animais não vivem em uma cidadania como nós?
Logo sua pergunta é respondida:
- Mas é claro que não, se nem ao menos tem a capacidade de viver em paz é óbvio que não vão viver em cidadania.
O aluno responde ao professor:
- Como eles são bobos...
***
Em um inexplorado lugar da Amazônia, uma sábia coruja ensinava o seu leal aluno sobre um ser chamado Humano.
- Os seres humanos são animais fantásticos, dotados de uma magnífica inteligência, talvez as mais brilhantes do planeta. Já criaram com sua inteligência vários inventos que revolucionaram o mundo, não é à toa que dominaram o planeta, porém... Então seu leal aluno o interrompe levantando a mão de um modo sutil e respeitoso, mostrando que queria fazer uma pergunta:
-Sábio professor, eu poderia fazer uma pergunta?
-Claro, porque não?- responde a coruja...
Sábio professor, se estes magníficos seres humanos são tão inteligentes, então porque mostram serem tão egoístas destruindo nossa tão gloriosa floresta para que façam seus lares, parecem tão ignorantes poluindo os lagos, céus e até mesmo o imenso mar, destroem-se e destroem a nós e tudo isso porque querem seu próprio bem... E por fim, dizem viver como cidadãos em uma cidadania que parece não existir.
- Bom, estes são os problemas destes seres, mesmo com sua inteligência tão evoluída não sabem usá-la para que todos se beneficiem vivendo em paz e em harmonia, ou seja, vivendo em cidadania. Responde o sábio professor coruja.
Puxa, sábio professor, se estas terríveis informações estiverem certas eles mesmo com sua brilhante inteligência podem ser considerados ignorantes. Diz o aluno grilo ao sábio professor Coruja.

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A última semana foi um tanto quanto nostálgica. Por isso decidi publicar um texto que escrevi quando tinha entre 10 e 12 anos para relembrar aquele tempo. Bom, só alterei algumas vírgulas e pontos. Obviamente a idéia do texto tem seus limites - eu era uma criança - mas gosto dele. Me faz lembrar de uma época mais simples e feliz sem me deixar esquecer do presente. =)

Espero que gostem do texto.

Até a próxima postagem!
o/

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Somos Um..


Informação genética
As pessoas, animais, plantas e outros organismos não são nada mais que formas que sua informação genética encontrou para interagir com o ambiente externo e se multiplicar. Ou seja, somos uma ferramenta de nossa própria essência com o objetivo central de existir, hoje e sempre.


Algumas pessoas se sentem incomodadas ao sequer imaginar que a raça humana, e, por tabela, elas mesmas, não são o centro do Universo. Ou seja, indagar sobre o papel coadjuvante, ou simplesmente figurante, da humanidade na história da Vida, do Universo e Tudo Mais. Eu, por outro lado, sempre fiquei fascinado ao me questionar sobre o quanto a humanidade era relevante em um tabuleiro tão extenso e com tantas peças. Sendo assim, rapidamente me interessei pelas implicações lógicas da afirmação inicial da postagem.



Em algum momento em um passado muito distante, de alguma forma impossível de ser determinada agora, surgiram, na Terra, as primeiras estruturas com a capacidade de transmitir informações: os ácidos nucleicos. Independente de seu real motivo, a função básica dessas estruturas era se replicar, passando suas informações para a linhagem nova. E assim foi por muito tempo.
No entanto, sua obrigação de se replicar era tão grande que o processo precisava ser otimizado para acelerar a replicação. Assim, essas estruturas começaram a apresentar, por meio de mutações e combinações genéticas, variações, tornando-as mais complexas, com novas interações com o ambiente externo. Depois de muito tempo nesse processo, as estruturas já apresentavam uma complexidade tão grande e com tamanha variabilidade entre si, que passou-se a diferenciá-las através de suas fisiologias e estratégias de sobrevivência. Existiam estruturas com membros e todo um sistema capaz de aproveitar a energia solar para manter suas atividades, outras utilizavam as anteriores como fonte de energia para manter seu funcionamento. E dentro dessas, podia-se, claramente, verificar diferenças de modo de vida, com organismos que andavam, voavam, nadavam, viviam debaixo da terra, em árvores, na sombra, no sol, noturnos, diurnos, com sangue quente, sangue frio, dentes, bicos, cartilagem, ossos, penas, pelos, entre outras incontáveis e infinitas possibilidades.
Apesar de tantas diferenças, todos, sem exceção, e sem saber ao certo o porquê, almejavam o mesmo: replicar-se, transmitindo sua informação para a nova linhagem.

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A grande questão é: Se todos se originaram de uma informação inicial que se replicou e se adaptou de várias formas para manter sua existência, não é possível dizer que cada ser neste planeta possui a mesma origem e, mais do que isso, que são, em sua essência, o mesmo ser?

Seguindo essa linha de raciocíneo, se considerarmos a existência divina na criação dessa primeira informação genética, de forma que a mesma seja, na realidade, a vontade divina, seria razoável dizer que além de, em essência, sermos todos um só, também somos a vontade de Deus, mesmo que ninguém possa dizer exatamente que vontade é essa (para onde vamos).



Acho interessante pensar que somos vassalos de nós mesmos e que formamos um único ser expresso nas mais variadas formas, seguindo, no final das contas, uma diretriz superior (divina ou não)..  Mas e você, o que pensa a respeito de todas as coisas?

Enfim, esse foi mais um post da série de posts filosóficos sem pé nem cabeça.

Até a próxima postagem!


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Que cores você vê?


Imagine isso:

"Uma pessoa chamada X, ao nascer, teve contato através da visão com o mundo que lhe rodeia. Mesmo sem conhecer os nomes dado às coisas ou mesmo seu significado, podia vê-las. Ver suas mais variadas formas lhe era interessante, mas o que chamava mais a sua atenção eram as diferentes cores.  Ah! As cores! Formando uma ampla gama de experiências visuais que a fascinavam e ditavam as leis de seu mundo. Um pouco mais madura, com o desenvolvimento da fala, aprendeu, em casa, na escola, na rua, com amigos, parentes, televisão, o tempo todo, em todos os lugares, os nomes dessas cores. 
"A maçã é vermelha. O céu é azul. As folhas são verdes..."
Isso foi frisado em sua mente , de tal forma, que se tornou uma lei rígida, intrinsecamente incontestável. "Vermelho, amarelo, laranja.. cores quentes, representam o calor! Enquanto as cores frias representam o que há de gelado"
Um dia, um grande pesquisador desenvolveu um método para adentrar uma mente e assim enxergar através dos olhos de outra pessoa. Pessoa X era seu estagiário e teve a "honra" de ser convidado para ser a cobaia do novo e revolucionário equipamento, e assim foi. O pesquisador se conectou a mente de seu estagiário tomando para a si a visão de X. No entanto, para sua surpresa, percebeu que o equipamento não funcionava corretamente, pois o que via através dos olhos de X eram maçãs com cores que todos conhecemos como azuis, o céu se tornou o que chamamos de vermelho e assim as cores quentes na verdade eram frias e as frias quentes, como num mundo as avessas.
Por conta deste fracasso a pesquisa não gerou bons dados, sendo deixada de lado sem, no entanto, desvendar o porquê de tal intrigante erro."

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Agora vamos imaginar que o equipamento, na realidade, funcionava em perfeitas condições. E que a cor que o pesquisador considerava ser vermelho para todas as pessoas na verdade era vermelho apenas para ele e que cada pessoa enxerga as cores da sua forma. Ou seja, o tom que Y enxerga no céu é diferente do que V enxerga. E vamos considerar que no final das contas os nomes das cores acabaram por se tornar apenas uma tradição passada de geração em geração, tirando qualquer relação de seu verdadeiro tom e significado com seu nome (pois assim o nome vermelho pode ser utilizado para qualquer tom verdadeiro, desde o que você conhece por vermelho até para o azul ou preto). Sob esse ponto de vista todos dizem e concordam que as folhas são verdes, mas cada um a enxerga com uma cor diferente, mesmo sem saber.
Agora,me responda apenas isso:
Por que a pessoa chamada X não poderia ser você?

E, em um esforço final, imagine se isso não valesse apenas para as cores, mas se estendesse para formas, texturas, cheiros, sons, sensações e mesmo sentimentos, de forma que cada pessoa vê, sente e interage com o mundo de uma maneira própria e única!

Assim, existiriam, no mínimo, uns 6 bilhões de mundos diferentes. 

Que loucura, né?

Até a próxima postagem!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Esses dias estava pensando sobre...



A vida..


 Prisioner of love



Engraçado como, as vezes, paramos pra pensar na vida e de repente nos supreendemos.


Esses dias estava mentalmente recordando fatos importantes que me fizeram perceber como o mundo mudou nos útimos tempos. Ou talvez apenas passei a parceber melhor os acontecimentos a minha volta.
Há algumas semanas pude perceber de fato como certos valores como honra e dignidade podem mudar dependendo da situação. Até que ponto é correto respeitar uma vaga especial em um estacionamento? Até o ponto em que não há mais nenhuma outra vaga dispinível? Até que ponto é digno se levantar para que alguém mais velho ocupe seu assento? Até o ponto em que você está cansado o suficiente para pensar apenas em si mesmo? Até que ponto é correto fazer o correto? Até o ponto em que isso não lhe trará nenhuma consequência negativa?
Se vc é o tipo de pessoa que respondeu sim para todas essas perguntas, então não se sinta só, a grande maioria do mundo é feito de pessoas como você, para a infelicidade de todos os outros..


Algumas dessas coisas podem parecer pequenas. Uma vez ouvi: Ah! esse estacionamento possui várias vagas para deficientes mesmo!(argumento esse utilizado para estacionar mais perto da entrada de um estabelecimento comercial). Mas é o conjunto de várias dessas decisões egoístas que transforma o mundo em uma arena de batalha, onde o mais egocêntrico se sai melhor. Se isolar dentro de suas próprias regras e não aceitar nada que vêm de fora de sua bolha.

"O certo e errado são relativos, mas o bom e o ruim não."

Isso é algo que aprendi. Por mais que o conceito de certo e errado possa ser deturpado, as consequências das decisões tomadas a partir desse pensamento sempre serão boas ou ruins para os envolvidos, invariavelmente. Da mesma forma que ao não ceder o assento reservado em um trem ou ônibus porque vc está cansado demais para isso, o senhor/grávida/portador de necessidades especiais vai ter que aguentar a viagem de pé independente de ser mais velho, de estar carregando um bebê, ou seja, de ter maior dificuldade de realizar tal missão do que você.



Já parou para pensar nisso?

...

Bom final de semana e feriado pronlogado para todos!